Ilustrando com tablets e aplicativos, por Angelo Artimus

Oi gente!

O post de hoje conta com a colaboração do designer de superfícies Angelo Artimus, um profissional super criativo que eu admiro muito! O Angelo é daqueles artistas que experimentam de tudo, sem medo, sabe? Ele está o tempo todo produzindo novas estampas para o seu estúdio e, ao longo do processo, passa por diversas ferramentas como aquarela, marcadores copic, fotografias e etc. Mas o que me chamou mais atenção nos seus trabalhos recentes foi o uso de uma ferramenta muito bacana, mas não tão amplamente explorada na nossa área: os tablets!

Hoje em dia vivemos cercados por tablets e smartphones e, por mais inseridos que eles estejam no nosso dia-a-dia, não é tão comum vê-los como uma forma de criar ilustrações finalizadas. Muito curiosa, fui procurar saber mais sobre isso com o Angelo e achei tão interessante que o convidei para compartilhar essa dica aqui com vocês. Que tal?? :)

Pedi que ele se apresentasse para vocês e, em seguida, mostrasse como ele usa tablets e aplicativos no seu trabalho! Acompanhem até o final pois tem um vídeo! Bom, sem mais delongas, vou passar a palavra à ele!

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Estampa Low Poly e muito mais!

Oi gente, tudo bem???
Como foram de ano novo? Quero começar desejando um excelente 2015 para todos, com muita saúde, felicidade, sucesso e, é claro, muito trabalho, cores e estampas!

Em 2015 a parceria com o site Metapix continua bombando e o post de hoje é pra abrir bem o ano!

No post anterior a gente mostrou a Técnica de Low Poly e, como eu falei, essa técnica de ilustração é super interessante para criarmos estampas bem diferentes e originais!

estampa_low_poly

Processo de Trabalho

E para mostrar um exemplo do resultado que você pode conseguir, o Prof. Lula Rocha criou essa estampa e gravou um vídeo – especialmente para nós ;) – mostrando o seu processo de trabalho para criar estampas no Illustrator! Está imperdível!

Mas fiquem atentos! Além do vídeo ainda tem mais, portanto não deixem de ler o post até o final! :)

Produtos

Olha que legal! O Lula fez também uma série de produtos no site Colab55 para mostrar exemplos da estampa aplicada em camiseta, almofada, caneca, poster e case para smartphone. Muito legal poder ver nossas criações aplicadas em produtos de verdade, não é?

produtos_estampa_low_poly

Quer aprender a fazer simulações em produtos?

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Aproveitando o gancho, confira o post sobre Simulações realistas no Photoshop, publicado aqui no Estampaholic:
https://estampaholic.com/2014/02/26/simulacoes-realistas-de-estampas-em-produtos
 

 

E nos links abaixo você pode ver mais detalhes sobre as técnicas utilizadas na Estampa Low Poly:

Low Poly
Técnica de Low Poly
Lista completa dos vídeos da série Low Poly mostrando o passo a passo, prá você fazer ilustrações e estampas super profissionais:
https://metapix.com.br/tutoriais/tag/low-poly

 

 

Padrão no Illustrator
Padrão no Illustrator
Um capítulo do Curso de Illustrator para Design de Estamparia com vááários vídeos mostrando a ferramenta de padrão do Illustrator, nos mínimos detalhes.
https://metapix.com.br/curso/illustrator-superficie/amostra-de-padrao
Ah, e esse é só um dos capítulos! ;)

E aí, gostaram do post 3 em 1: Ilustração + Estampa + Simulações? Espero que sim! :D
Nos vemos no próximo post!

Até lá!
Patrícia Capella

Técnica “Low Poly” – Illustrator

Oi gente, tudo bem???
Hoje estou trazendo para vocês mais um post caprichado do meu super parceiro, o site Metapix!

O assunto de hoje não é exatamente a criação de estampas em si, mas algo que está diretamente relacionado à ela: ilustração! Quanto mais formas de ilustração conhecermos para aplicarmos em nossas estampas, melhor, certo? ;)

Então, sem mais delongas… vocês conhecem a técnica de ilustração Low Poly???

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Criando Mandalas no Illustrator

Oi gente, tudo bem???
Hoje tem mais um post novinho da parceria Estampaholic + Metapix! Vocês gostam dos posts que fazemos juntos?? Espero que sim! :)

Decidimos dar continuidade ao post anterior, o “Pincéis de padrão no Illustrator” falando sobre uma das suas aplicações mais interessantes, que é a criação de mandalas! Que tal? Eu particularmente adoro mandalas e, com essa dica, vocês verão que vai ser super simples criar uma mais bonita que a outra! Vamos lá??

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Pincéis de padrão no Illustrator

Oi gente, tudo bem???
O post de hoje, em parceria com o site Metapix, está demais! Viemos falar de um assunto muuuito interessante no Illustrator, mas que poucas pessoas exploram: os pincéis de padrão! Vocês conhecem??? Se não conhecem, parem tudo que estão fazendo e acompanhem até o final! Rs.

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O que é o Pincél de Padrão?

O Pincél de Padrão (Pattern Brush) é um tipo especial de pincél, que permite repetir um módulo, criando um padrão ao longo de um segmento.

E ainda podemos ter módulos diferentes nos cantos e nas pontas, o que faz com que ele seja perfeito para criar diversos elementos como estampas lenço, barrados (quando os aplicamos em linhas retas), ou até mesmo mandalas (quando os utilizamos em círculos). As possibilidades são infinitas!http://metapix.com.br/artigo/2014/07/25/mandala-com-pincel-de-padrao/

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Casando cores entre imagens no Photoshop (Match Colors)

Oi gente, tudo bem???

O post de hoje, mais um da super parceria do Estampaholic com o site Metapix, é simples, direto e muito, muito útil! Viemos mostrar pra vocês mais uma daquelas “jóias” que estão escondidas pelos softwares e que, quando descobrimos, ficamos encantados!

Vocês conhecem o recurso “Match Colors” do Photoshop?

match_estampapix

Bem, o “Match Colors” é uma ótima ferramenta para nós que trabalhamos com estampas pois, em poucos passos, podemos modificar completamente as cores de uma imagem ou até mesmo de um rapport já pronto, fazendo com que eles ganhem uma cara nova em instantes!

E uma super dica é que, com este recurso, conseguimos casar as cores da nossa imagem com as de uma paleta de cor já previamente definida, (por nós mesmos, pelo cliente, por um relatório de tendências, etc.). Desta forma conseguimos fazer a correspondência das cores que já temos com as que precisamos ter na nossa estampa!

Como assim, Patrícia? Assim ó:
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Deu para entender? Rs. A primeira imagem é a original, a segunda é a paleta de onde o Match Colors irá extrair as cores e, por fim, a terceira parte mostra o resultado dessa combinação. Interessante, não é?? :)

E então, quer aprender a explorar este recurso? É só dar play no vídeo abaixo ;)

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Como sempre, o vídeo abordado no post de hoje ficará liberado no Metapix por tempo limitado para quem (ainda!) não é assinante! Corram lá porque é só até o dia 01/07, terca-feira, e vale MUITO a pena! Aproveitem também para conhecer os outros vídeos livres do site, tenho certeza que vocês vão amar! Eu sou fã de carteirinha. ;)

Beijo grande e até o próximo post!
Patrícia Capella

Rapport no Photoshop, com Smart Objects

Oi gente!!!
O post de hoje é para vocês pararem tudo que estão fazendo e lerem até o fim! Confiem em mim! ;)

Mais um post da parceria com o site Metapix, dando continuidade ao post anterior – “Smart Objetc: uma maravilha do Photoshop” – que tinha como objetivo mostrar a vocês essa ferramenta incrível que, dentre outras coisas, nos ajuda a criar estampas de forma super profissional no Photoshop!

Quem aí tem muitas idéias para criar estampas mas não sabe como viabilizá-las e transformá-las em um rapport, com encaixes perfeitos e pronto para ser enviado para produção? Se você respondeu que sim, esse post é pra você! Além disso, esse post também é para aqueles que já sabem fazer rapport, mas acreditam que conhecimento nunca é demais e sempre gostam de aprender novas formas de aprimorar seu trabalho!

Mas chega de mistério e vamos ao que importa, certo? Como sempre, apresentamos uma série de vídeos – de altíssima qualidade e super didáticos – que ficarão disponíveis para não-assinantes até domingo, dia 11/05. Corram para assistir!!!

rapport_estampapix Continue lendo…

Smart Object – uma maravilha do Photoshop!

Oi gente, tudo bem??? Como foram de feriado? :)

Mais um post da suuuper parceria com o site Metapix que, como sempre, traz conteúdo de muita qualidade para o Estampaholic! Hoje vamos falar sobre um recurso maravilhoso do Photoshop chamado Smart Object (Objeto inteligente), que todos vocês precisam conhecer!

O Smart Object é uma ferramenta sem a qual eu não consigo mais trabalhar no Photoshop, juro! Uso sempre, sempre, sempre e também falo sempre sobre ela nos meus cursos e workshops (quem foi meu aluno sabe bem rs.), pois eu acho que todo mundo que trabalha com o Photoshop deve abusar desse recurso!

Ele nos ajuda a preservar os nossos elementos, fazer transformações que não irão destruí-los, aplicar filtros e distorções que podemos editar posteriormente… e até mesmo criar estampas! Ficaram curiosos? Não deixem de ler o post até o final!

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Como remover o fundo de uma imagem?

O post de hoje, em parceria com o Site Metapix, vem abordando um tema que eu imagino que seja de interesse da maioria de vocês: “Como remover o fundo de uma imagem“? Acertei? Rs.

Essa certamente é uma das perguntas mais feitas por quem está começando a manipular imagens no Photoshop e eu já posso adiantar que existem várias maneiras de se resolver esse problema. Mas fiquem tranquilos pois o objetivo desse post é mostrar a vocês uma das melhores formas de separar imagens de seus fundos, de forma profissional e não-destrutiva.

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Dicas para desenhar flores!

Oi gente!!
Prontos para o primeiro post do ano??? :D

Hoje eu vim compartilhar com vocês uma descoberta recente que eu fiz e que acho que pode ajudar muita gente! Como eu já disse algumas vezes, não sou uma ilustradora muito “virtuosa”, por isso procuro praticar muito e aprender coisas novas sempre!

Passeando pelo youtube, encontrei um canal chamado “Overnight Artist” que possui uma série de vídeo-aulas de desenho. À primeira vista, as aulas podem parecer bastante simples e os desenhos até bem infantis, mas o que me chamou a atenção foram os vídeos voltados para ensinar a desenhar flores!

Não sei se todos aqui acompanham o Estampaholic no Instagram (@estampaholic) mas, recentemente, eu postei lá um desenho de algumas flores – mais especificamente papoulas – que eu criei a partir de um dos vídeos do canal. Confiram abaixo o desenho e o vídeo:

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Tutorial – Animal print/Estampa de oncinha (Parte I)

Ok, não é nada difícil fazer uma estampa de oncinha, eu sei disso rs. Mas eu acredito que é muito válido ver o processo de desenvolvimento de diferentes pessoas pois sempre acabamos aprendendo coisas novas, vocês não acham?

Resolvi fazer esse tutorial para mostrar algumas ferramentas que eu uso e que talvez possam ser interessantes para vocês em estampas como essa ou mesmo em projetos diferentes.

Como todas as minhas estampas são geralmente bem coloridas, essa não poderia fugir à regra rs. A minha estampa de oncinha não é lá muito tradicional, é uma versão que tem a ver com a minha personalidade, meus gostos, etc. e eu espero que vocês gostem! :)

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Tutorial – Carimbos geométricos

Oi gente!

Mais um tutorial no ar e dessa vez é para todo mundo colocar a mão na massa e se sujar de tinta! Vocês estão lembrados de umas fotos que eu postei no Instagram e no Facebook mostrando alguns carimbos geométricos que eu fiz? Pois esse é o tema do post de hoje!

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Esses carimbos são super rápidos e fáceis de se fazer. O ideal, na verdade, seria utilizarmos materiais mais resistentes para a base – como madeira ou acrílico – mas, para este tutorial, escolhi usar papel paraná, que é um material bastante acessível e prático de se trabalhar.

O ponto positivo de se trabalhar com papel paraná é que ele é fácil de cortar e podemos encontrar em praticamente qualquer papelaria ou até mesmo em fundos de blocos de papel que temos em casa. O lado negativo é que, com ele, não poderemos lavar os carimbos, pois o paraná poderá ficar molhado e se estragar. É claro que podemos dar um jeitinho, mas não é tão prático quanto um carimbo com base de madeira, por exemplo.

Bom, vamos à lista de materiais para criar os carimbos!
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  • Base de corte – para você não cortar a sua mesa rs.
  • EVA – procure a maior espessura que você conseguir! Se o EVA for muito fininho, quando colocamos tinta no carimbo, corremos o risco de pintar também a base. O meu tem 5mm de espessura.
  • Cola “Tek Bond” – gostei muito dessa cola, é uma espécie de Super Bonder (portanto cuidado com os dedos!), mas vocês também podem usar cola de isopor.
  • Bisturi ou Estilete (recomendo a marca Olfa)- para cortes mais precisos.
  • Tesoura – para cortes retos e simples.
  • Papel paraná – para a base.
  • Lápis – para traçar as formas que vamos cortar.
  • Régua.

Ok, agora vamos à montagem dos carimbos. Como estes são carimbos com formas geométricas simples, podemos inclusive cortar o EVA com a tesoura. Antes de desenhar, lembre-se que, como estamos fazendo um carimbo, a forma será “espelhada”, ou seja, se você quer uma forma complexa, terá que desenhá-la espelhada para que ela fiquei “direito” após ser carimbada. Trace com um lápis no EVA o desenho que você quer cortar e, corte com uma tesoura ou com um estilete e o auxílio de uma régua.

Coloque o EVA recortado em cima de um papel paraná e crie uma base para ele, o mais rente possível. Isso vai ajudar na hora de carimbarmos pois como a base não é transparente, se deixarmos o fundo muito largo não vamos saber direito onde estamos carimbando. Com algumas gotas de Tek Bond (ou uma cola para isopor), cole o EVA no paraná e espere alguns segundos para secar. Não sei como funciona com a cola de isopor, mas a Tek Bond seca quase que instantaneamente!

Feito isso, vamos pintar! Abaixo, o resto dos materiais:
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Agora, vamos aos materiais para pintar os carimbos (e depois “carimbá-los” rs.)

  • Batedor – super aconselho que vocês pintem os carimbos com um batedor ao invés do pincel normal. O batedor nada mais é do que uma esponjinha com um cabo de madeira que custa algo em torno de uns 8, 10 reais. Com ele, colocamos uma quantidade suficiente de tinta no carimbo e, dessa forma, o carimbo não irá “escorregar” quando for pressionado contra o papel ou tecido.
  • Pincel – para colocar a tinta no batedor (ou pintar diretamente o carimbo, se vocês preferirem)
  • Tinta para tecido – escolhi essas tintas pois são as que eu mais tenho aqui em casa e também porque eu gosto de carimbar/estampar tecidos! Elas também são super fáceis de se limpar, saem facilmente com água então limpamos carimbo, pincel e batedor bem rapidinho. Cada potinho custa em torno de R$2,50.

Pronto! Com esses passos super simples vocês podem criar carimbos geométricos (ou outros motivos!) e sair por aí carimbando tecidos, sketchbooks e criando novas estampas! Adoro esse efeito “handmade” dos carimbos e acho que eles são bons para sairmos da rotina do computador e fazermos algo com as nossas próprias mãos!

Gostaram? Espero que sim!
Beijinhos e até o próximo post!

Tutorial: Desenho cego!

Oi gente!

Antes de tudo, me desculpem pela ausência. Essas últimas duas semanas foram super corridas para mim, mas por um bom motivo: trabalho! Rs.

O post de hoje vai falar de uma técnica muito interessante! Vocês conhecem o Desenho cego?

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Eu aprendi essa técnica recentemente, na aula da queridíssima professora Dani Brum (www.danielabrum.com), durante uma aula da Pós-Graduação que eu curso em Design de Estampas, do SENAI-CETIQT. Gostaria de fazer uma pequena pausa para falar que as aulas dela foram o máximo! Criamos texturas, desenhos cegos, colagens, carimbos… ninguém lá queria que tivesse acabado! Rs. Aconselho muito que vocês deem uma olhada no portfólio dela e conheçam mais do seu trabalho, que é incrível!! :) Ah, e além de super talentosa, ela também é um amooor de pessoa!

Bom, mas vamos ao desenho cego! Como ele funciona?
É muito simples! Escolhemos uma imagem como referência e tentamos desenhá-la sem olhar para o papel, apenas fixando o nosso olhar nessa imagem. Não é cego porque temos que tampar os olhos, ok? Rs. A idéia é que a gente não veja o que está fazendo, mas que nos concentremos na imagem para não ficarmos totalmente sem referência!

Quanto à imagem, não aconselho que vocês escolham nada muito complexo, especialmente no início, pois vocês vão ver que quando o desenho não é muito contínuo, fica difícil tirar o lápis do papel e colocá-lo novamente onde queremos continuar o desenho. 

Abaixo, a imagem na qual me baseei para desenhar os caranguejos, uma estampa fofíssima da Rachel Novak, do blog Shore Society:

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Sim, é verdade que, às vezes, os resultados são bem ruins mas, em outras, surpreendentemente bons! O legal é que o traço sai bem diferente do que o que costumamos fazer, então é bom para dar uma variada! Abaixo um exemplo ruim e um bom que eu obtive:

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Deu pra perceber a questão do traço contínuo com as imagens acima? No resultado “ruim”, eu não consegui fechar o caranguejo nem posicionar direito as patinhas e os olhos dele! Rs. Temos que pensar como vamos desenhar ao invés de simplesmente começar a rabiscar. Vale planejar o desenho, usar o dedo como guia, mas não pode olhar, hein? Rs.

Depois que fiz vários testes (figura abaixo), selecionei três, levei para mesa de luz e redesenhei com caneta nanquim.

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Como pretendia (e vou!) usar esses desenhos para criar uma estampa, fiz alguns pequenos ajustes como, por exemplo, não deixar o traço do corpo “dentro” dos braços ou aproximar um pouco os pézinhos do corpo.

Pintei o desenho com marcadores Copic deixando as cores passarem dos limites do contorno e criando algumas sugestões de sombra e luz, mas nada muito “bem acabado”. Abaixo vocês podem ver o resultado final:

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E aí, o que acharam? Quem vai tentar? 

No começo é meio difícil mesmo, mas não desistam de cara! Eu prometo que é legal! Rs.

Espero que vocês tenham gostado! Ah, se produzirem algum desenho com essas dicas me mostrem, ok? Vou adorar ver!!

Beijinhos!

Estampa Piñata + tutorial no Adobe Illustrator!

Oi gente, tudo bem?

O post de hoje vai ser bem completo (leia-se gigante rs.)! Vou mostrar para vocês uma estampa que eu fiz como trabalho para uma das matérias da Pós-Graduação (para quem ainda não sabe, eu curso a pós em Design de Estampas do SENAI-CETIQT) e, depois, dar uma dica de como construir alguns dos motivos dessa estampa com o Adobe Illustrator.

O resultado final obtido foi bem simples, mas nem por isso menos charmoso. ;) Eu confesso que não estava esperando ficar tão contente com o resultado mas até que fiquei, especialmente dada a correria na qual eu criei a estampa! (Legal que o professor vai ler isso tudo aqui rs.)

Quem acompanha o Estampaholic também através do facebook (facebook.com/estampaholic) já deve ter visto a estampa na nova foto de capa, certo? Bem, é em cima dela que eu vou fazer o post de hoje!

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Para este trabalho, a estampa tinha que ser feita com o Illustrator e nós devíamos usar técnicas e ferramentas que aprendemos durante a aula do queridíssimo professor Lula Rocha, também criador do site Metapix (que vocês já conhecem bem, né?).

Pesquisei um pouco aqui, um pouco alí… mas, como o tema era livre, demorei um pouco para decidir o que queria criar rs. Como os florais sempre são a minha primeira opção, optei por fazer um, 100% vetorial e com uma referência visual que eu gosto e tenho pesquisado muito ultimamente: bordados mexicanos!

Para quem não sabe como são os bordados mexicanos, coloquei abaixo dois pequenos moodboards que eu criei para me inspirar:

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Definidas as referências, comecei a criar os motivos e a paleta de cores.
Para os motivos, decidi criar flores bem simples como as que selecionei nos moodboards e, para isso, utilizei um efeito do Illustrator chamado Pucker & Bloat. Calma que eu vou explicar tudo direitinho, passo a passo! Rs.

O efeito Pucker & Bloat (que, em português, pode ser traduzido como “esvaziar” e “inflar”) pode ser aplicado em qualquer elemento e ele se encontra no painel “Appearance” (Windows > Appearance). Para quem não está familiarizado com este painel, nele podemos fazer inúmeras transformações na aparência de um elemento, é um painel muito, muito importante! Abaixo, coloquei o ícone e uma prévia do seu conteúdo para quem ainda não conhece:

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Então vamos lá! Abaixo vocês podem ver os motivos que eu usei e como eu os construí. Vou mostrar como fazer uma das oito flores, pois o processo é o mesmo para todas e as restantes vocês já vão saber fazer sozinhos depois! ;)

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Vamos ao passo-a-passo:

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1) Selecione a ferramenta Star Tool. No painel de ferramentas, ela se encontra abaixo da ferramenta de texto e fica no mesmo grupo que as ferramentas retângulo, elipse, polígono. O ícone que aparece alí pode não ser o da estrela e sim o de outros ítens do grupo, mas basta clicar no ícone principal para que você selecioná-la na lista. Isso acontece porque o Illustrator coloca no painel principal a última ferramenta do grupo que foi selecionada.

2) Clique e arraste, sem soltar o mouse até a etapa 3! (importante!

3) Com as setas “pra cima” e “pra baixo” do teclado, aumente ou diminua o número de pontas da estrela. 

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4) Selecione a estrela criada e escolha uma cor. Mantenha a estrela selecionada para o próximo passo.

5) Abra o painel Appearance (aparência) em Window > Appearance. Já no painel, clique no botão fx (Add New Effect) que aparece selecionado na imagem 5.

6) Selecione a opção “Distort & Transform” e, em seguida, “Pucker & Bloat…

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7) No painel de controle da ferramenta Pucker & Bloat você pode escolher por “esvaziar” ou “inflar” o objeto selecionado. Se movermos o slider para a esquerda, em direção à palavra Pucker – gerando números negativos -, esvaziamos o objeto. Para este tutorial, o moveremos para direita para inflarmos a nossa estrela, arredondando suas pontas e a transformando em uma flor! A porcentagem que funcionou bem para mim foi de 30%, mas isso varia de acordo com o efeito que você deseja obter e também com  o tamanho da imagem. Mantenha a opção “Preview” ativada para que você acompanhe as transformações em tempo real.

8) Por fim, crie uma esfera no meio da flor para ser o miolo e escolha uma cor para ela. 

OBS: O efeito Pucker & Bloat, assim como todos os outros do painel Appearance, pode ser modificado a qualquer hora: basta clicar no nome do efeito no painel e fazer as mudanças necessárias!

Para criar as demais flores, fui repetindo o mesmo processo com outros objetos como estrelas com número diferente de pontas e polígonos! Experimente com pentágonos, hexágonos, dodecágonos… (aula de geometria, oi? hahaha).

Aumente bastante o número de lados, teste com números de lados pares, ímpares… e escolha uma bela paleta de cores! No efeito Pucker & Bloat, varie bastante a porcentagem (menor para obter flores mais “gordinhas” e maior para flores com pétalas mais longas, faça o teste!).

Simples, não? Aposto que vocês nunca mais vão querer desenhar uma pétala no Illustrator para construir esse tipo de flor rs.

Abaixo está o resultado final da estampa, com as 3 variações de paleta que eu criei. Após ter definido a paleta da estampa principal (de fundo amarelo), fui criando outras cores de fundo e, a partir dela, gerando novas harmonias de cor.

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Para quem ficou curioso, as folhas foram construídas de outra maneira, utilizando os pincéis do Illustrator, mais especificamente o “Scatter Brush”. Se vocês quiserem eu posso fazer um outro tutorial falando apenas dele, basta deixar aí nos comentários. ;) Se tiver bastante gente querendo, eu dou sequência à este post!

Bom, me desculpem pelo post longo, mas eu gosto de fazer os tutoriais sempre muito bem explicadinhos! Caso ainda tenha ficado alguma dúvida, é só me falar!

Beijinhos e espero que vocês tenham gostado!

Processo criativo: Mini-coleção de estampas “Whole lotta love”

Bom dia, gente! :)
Hoje vim falar do processo criativo de três das minhas estampas mais recentes – que são na verdade uma “mini-coleção” -, nas quais trabalhei com apenas um motivo, que acabou se desdobrando em três composições diferentes.

O nome da coleção é “Whole lotta love” porque, bem, é repleta de corações e porque eu tenho ouvido muito Led Zeppelin ultimamente, banda que eu amo! Rs. Se alguém ainda não conhece a banda ou a música, fica aí uma sugestão! ;)

O resultado obtido foi bem simples, mas eu fiquei bastante satisfeita, especialmente porque tudo começou de forma despretensiosa durante uma aula da pós-graduação, a coleção ficou bem colorida (do jeito que eu gosto!) e porque eu consegui retirar, de um mesmo motivo, três composições diferentes que me agradaram! Confiram abaixo os resultados:

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Gostaria de explicitar que essa coleção foi desenvolvida por mim, com fins comerciais, e apresentada aqui apenas com o intuito de compartilhamento de informações, dicas e idéias. Logo, esta coleção ou as estampas individualmente não devem ser reproduzidas e/ou comercializadas! Não que algum de vocês vá fazer algo do gênero, meus leitores são uns queridos! ;* Mas é sempre bom avisar, certo? rs.

Mas, chega de papo! Vamos ao processo?
Como eu disse anteriormente, eu usei basicamente um motivo, que foi o seguinte:

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A estampa foi toda feita no Adobe Illustrator CS6 e, para criar esse motivo, eu utilizei basicamente duas ferramentas: Pen Tool (caneta) e Blend Tool. Abaixo segue uma pequena imagem, para esquematizar o processo, que é super simples:

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  1. Com a Pen Tool (e o auxílio de uma linha guia), eu desenhei o primeiro coração, amarelo, dupliquei e diminuí bastante essa cópia e dei à ela uma outra cor, nesse caso rosa.
  2. Em seguida, posicionei o coração menor no centro do maior
  3. E, por último, com a Blend tool, criei um degradê de corações intermediários (quatro no total), indo do menor para o maior.

Para quem não tem intimidade com o Illustrator, vou mostrar rapidinho como eu usei a ferramenta Blend:

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Para completar, criei outros três corações, seguindo o mesmo processo, mas com cores diferentes nos corações menores e, consequentemente, nos corações intermediários. As outras cores escolhidas foram azul, vermelho e verde.

Com esses quatro motivos criados, comecei a testar composições.
Na primeira versão, com o fundo laranja, criei um encaixe simples e fui alternando os corações em duas “linhas”: uma de cores quentes e outra de cores frias.

Na segunda composição, de fundo verde, criei uma espécie de mandala/flor com os corações, totalmente simétrica e com o mesmo número de corações de cada cor. Agrupei essa mandala e usei o sistema de repetição em salto, para que os elementos se “encaixassem” melhor.

Por último, criei “duplinhas” de corações rebatidos na vertical e os encaixei de forma que o espaço entre cada dupla de corações fosse sempre uniforme.

Bom, acho que para o processo é isso! Se quiserem ver as estampas diretamente no meu portfólio (patriciacapella.com/whole_lotta_love.php), nele eu coloco também algumas simulações das estampas em objetos reais, pois isso me ajuda muito a ter noção de escalas, superfícies mais adequadas, etc. e, também, é muito importante na hora de “vender” a estampa! :)

O que vocês acharam dos resultados obtidos? Espero que tenham gostado! Adoraria receber um feedback de vocês então, como sempre, é só deixar nos comentários!

Beijinhos!

Como resolver o problema das linhas finas nas emendas do padrão?

Gente, o post de hoje é especial! Vocês se lembram de um post que eu tinha feito sobre aquelas linhas brancas fininhas no Illustrator, que inclusive eu cheguei a divulgar pra vocês, mas depois acabei apagando?

Pois é… Eu tirei do ar porque a referência que eu tinha colocado de um site que explicava o porque dessas linhas e dava dicas de como resolver o problema, não estava 100% correta. E, para que eu pudesse “me redimir” com vocês (rs.), com um post ainda melhor, o Estampaholic ganhou um colaborador, que não é ninguém menos do que o Lula Rocha, do site Metapix. Tá bom pra vocês? :D

O Lula escreveu esse artigo que todos vocês precisam ler para nunca mais terem esse problema que tira qualquer designer de estampas do sério!

Sem mais delongas, vamos ao artigo. Sugiro que vocês leiam todo, do início ao fim, porque para evitarmos essas linhas precisamos ter cuidado desde o momento em que criamos o padrão até o finalzinho, onde exportamos o arquivo! Espero que vocês gostem desse post colaborativo, eu estou super feliz com a novidade!

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Como resolver o problema das linhas finas nas emendas do padrão?

No Illustrator, uma Amostra de Padrão (Pattern Swatch) é um retângulo contendo um desenho (módulo), que pode ser usado para preencher um objeto.

Ao preencher um objeto, o Illustrator repete a amostra (módulo), lado a lado, na horizontal e na vertical, sem nenhum espaço entre os módulos.

Ao fazer esta repetição podem aparecer linhas finas (claras) nas emendas entre os módulos. Estas linhas finas constituem um problema, uma vez que atrapalham a visualização do padrão.

Sendo assim, o objetivo deste artigo é:

  1. Esclarecer a origem do problema
  2. Apresentar uma solução definitiva

Origem do problema
As linhas finas nas emendas do padrão são causadas pelo recurso Anti-aliasing do Illustrator.

O recurso Anti-aliasing suaviza, automaticamente, as linhas verticais e horizontais quando:

  1. O retângulo não casa com o Grid de Pixel e/ou
  2. Estamos visualizando com um fator de Zoom que não seja múltiplo de 100

Anti-aliasing
Com exceção do novo monitor Retina display da Apple, que tem uma resolução bem alta de 326 ppi (pixels por polegada), a maioria dos monitores tem uma resolução muito baixa variando entre 72 ppi e 150 ppi. Isto significa que os pixels da tela são muito grandes e por isso uma curva, por exemplo um círculo, seria exibido com a borda toda “serrilhada”. Mas não vemos a borda serrilhada graças ao Anti-aliasing. O Anti-aliasing suaviza (“desfoca”) as bordas, introduzindo pixels com cores mais claras, para que a arte seja apresentada na tela com esta aparência suave.

Figura 1
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Anti-aliasing no Illustrator
O Illustrator, claro, também usa o recurso Anti-aliasing. Sem ele, as nossas artes apareceriam todas serrilhadas. O problema é que ele também é aplicado em linhas verticais e horizontais, e, quando criamos padrões, é gerado este efeito colateral indesejável, com o aparecimento de linhas finas (pixels com cores mais claras) nas bordas dos retângulos.

Grid de Pixel
O Grid de Pixel é outro recurso do Illustrator, que funciona por “trás dos panos”, para definir quando o Anti-aliasing deve ou não, suavizar as linhas verticais e horizontais. 

Para visualizar o Grid de Pixel, escolha Menu View > Pixel Preview e aproxime bastante a prancheta.                               

Figura 2
O quadrado da esquerda NÃO está alinhado ao Grid de Pixel e por isso as bordas são suavizadas, automaticamente. O Anti-aliasing cria linhas de pixels com cores claras.

O quadrado da direita está alinhado ao Grid de Pixel e por isso o Anti-aliasing não entra em ação, e as bordas não são suavizadas.

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Figura 3
Para alinhar um objeto ao Grid de Pixel, selecione o objeto e no Painel Transform escolha a opção Align to Pixel Grid.

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Figura 4
Ao ativar a opção Align to Pixel Grid, o Illustrator modifica, minimamente, a posição e a dimensão do objeto para que tudo case com o Grid de Pixel. Esta modificação é imperceptível mas suficiente para que o Anti-aliasing não seja necessário. Experimente trocar a unidade de medida do documento para Pixels e você verá que todos os valores são inteiros e pares.

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Pronto, aqui está a resposta para o problema. Para evitar que apareçam as linhas finas quando criamos uma Amostra de Padrão, a amostra tem que ter medidas inteiras e pares, usando Pixels como unidade de medida.

Dica: você também pode usar a unidade de medida Pontos (pt) porque 1pt = 1px.

Solução: Redimensionar a Amostra de Padrão

Antes de começar certifique-se de que a amostra foi feita corretamente, aproximando bastante para ver se as linhas finas aumentam de espessura. Se a espessura da linha aumentar é porque existe um problema com o desenho.

Figura 5

  • 1. No Painel Swatches dê um clique duplo na amostra de padrão, para entrar no Modo de Edição de Padrão (Pattern Editing Mode)
  • 2. Exibir as Réguas. Menu View > Rulers > Show Rulers (CMD+R no Mac ou CTRL+R no PC)
  • 3. Posicione o cursor em cima da Régua, clique com o botão direito do mouse e escolha a unidade de medida Pixels ou Pontos.

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Figura 6

  • 4. No Painel Pattern Options “arredonde” o tamanho para valores inteiros e pares
  • 5. Na barra cinza, no topo da janela, clique na palavra “Done” para confirmar a edição

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Para mais detalhes sobre a solução, assista o vídeo abaixo no site Metapix:
http://metapix.com.br/curso/illustrator-superficie/amostra-de-padrao/como-resolver-o-problema-das-linhas-nas-emendas-do-padrao/

Observações e dicas

Fator de Zoom
O Anti-aliasing também entra em ação, quando estamos visualizando com um fator de Zoom que não seja múltiplo de 100, isto é, que não tenha uma relação “redonda”.

Por exemplo, quando visualizamos em 150% a relação é de 1 para 1,5 (relação “quebrada”). Isto significa que estamos pedindo para que 1 pixel da arte seja exibido numa área de 1,5 por 1,5 pixels da tela, mas como o pixel não pode ser dividido o Anti-aliasing entra em ação exibindo pixels com “meia cor”, ou seja, com uma cor mais clara, originando a linha fina.

Agora quando visualizamos em 200% a relação é de 1 para 2. Isto significa que 1 pixel da arte será exibido numa área de 2 por 2 pixels da tela e como esta é uma relação “redonda” o Anti-aliasing não entra em ação e as linhas finas não aparecem.

Figura 7
Quando repetidos lado a lado, mesmo que os quadrados estejam alinhados ao Grid de Pixel, as linhas finas aparecem porque estamos visualizando com um fator de Zoom “quebrado”, neste exemplo o fator é de 1587%.

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Figura 8
Os mesmos quadrados sendo visualizados com um fator de Zoom “redondo” (múltiplo de 100), neste exemplo o fator é de 1600%, e por isso o Anti-aliasing não entra em ação e a linha fina desaparece.

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Dica: Esta é a razão pela qual as linhas às vezes aparecem e às vezes somem quando aproximamos ou afastamos a prancheta. Dependendo do fator de Zoom, o Anti-aliasing entra ou não em ação.

Evite o problema na origem
Para evitar o problema na origem, crie suas Amostras de Padrão sempre com medidas inteiras e pares usando Pixels ou Pontos como unidade de medida.

Outras técnicas
Lembre que você também pode fazer a repetição e criar o padrão usando outras técnicas como por exemplo “Movendo Cópias” e repetindo com o comando Transform Again (CMD+D no Mac ou CTRL+D no PC) ou com a técnica “Padrão Dinâmico” fazendo a repetição com o Efeito Transform.

Para mais detalhes sobre estas técnicas visite os links abaixo:
http://metapix.com.br/curso/illustrator-superficie/movendo-copias/
http://metapix.com.br/curso/illustrator-superficie/padrao-dinamico/

Posição
Não é muito comum mas pode acontecer de, mesmo depois de redimensionar a amostra, as linhas continuarem aparecendo por causa da posição X,Y. A posição do objeto/amostra pode não estar casando com o Grid de Pixel. Neste caso, experimente remover o padrão do preenchimento, aplicando uma outra cor qualquer e depois aplique novamente o padrão.

Impressão
Mesmo que as linhas finas estejam aparecendo na tela elas não devem aparecer na impressão. Lembre, as linhas finas são apenas um “fenômeno” causado pelo Anti-aliasing na hora de apresentar a arte na tela. Isto significa que se elas aparecerem na impressão é porque a arte vetorial foi convertida para imagem bitmap durante o processo de impressão. E neste caso você deve checar as configurações de impressão (procure pelas opções “Output”, “Graphics” ou equivalente e certifique-se de que a arte não está sendo convertida para imagem bitmap)

Exportando a arte como imagem bitmap
Se você for exportar a sua arte vetorial como imagem, usando algum formato bitmap, por exemplo JPG ou PNG, mais uma vez, você tem que tomar cuidado com o Anti-aliasing.

Figura 9
Ao exportar (Menu File > Export) na caixa de diálogo do formato escolhido, procure pela opção Anti-aliasing e escolha ART OPTIMIZED (Supersampling).

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Para mais detalhes sobre como exportar assista o vídeo abaixo no site Metapix:
http://metapix.com.br/curso/illustrator-superficie/saida/exportando-imagens-em-formato-jpeg/

Muito bem pessoal, é isso. Espero ter ajudado, e só para ficar registrado, todo este estudo para entender, de uma vez por todas, a origem do problema e poder oferecer uma solução definitiva é porque eu também odeio estas linhas finas :)

Lula Rocha
Rio de Janeiro, maio de 2013

imageLula Rocha é professor dos cursos de Design da PUC do Rio de Janeiro, do curso de Pós-graduação em Design de Estamparia do SENAI/CETIQT-Rio e autor do curso Illustrator para Design de Superfície e Estamparia do Site Metapix.

 

Processo criativo – Estampa “Clusters”

Como eu tinha prometido na página do facebook, aqui vai o post mostrando o processo criativo de uma das minhas estampas. Quero frisar que essa não é a “melhor maneira” ou a “maneira mais correta”, apenas o jeito que eu faço!
Obs: esse post vai ficar gigante porque eu usei muitos elementos na estampa e também porque eu falo muito rs. Me desculpem!

Vou mostrar o passo a passo da estampa “Clusters”, que eu já postei aqui no blog. Escolhi essa estampa pois ela tem muitas etapas e elementos e, por isso, acho que vai render um post bem completo! :)

Esse é o resultado final:
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Vamos lá, vou começar pelo básico, a minha área de trabalho :)
O que eu uso é o seguinte (desculpem pela foto horrorosa!):

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Macbook Pro 13”, Monitor LG 22”, Tablet Wacom Intuos PTZ-630, Mesa de luz (mandei fazer – se alguém quiser o contato do marceneiro deixa aqui nos comentários), Sketchbooks (sempre uso os da linha Kraft da Cicero, com espiral, fica mais facil pro scanner e pra mesa de luz), lápis, canetas nankin e por aí vai!

Agora falando da estampa em si, vou começar pelos pássaros. Bom, eu não sou uma exímia desenhista, mas isso não é vergonha – nem limitação – pra quem quer trabalhar com estamparia. Sim, tenho uma invejinha branca daqueles virtuosos que desenham qualquer coisa, mas eu me viro como posso.

Eu fiz esse primeiro pássaro há muito tempo, sem pensar que ele viraria essa estampa ainda. Eu busquei uma referência no google e desenhei diretamente no meu caderno, “de olho” (fotos abaixo). Obviamente não ficou idêntico, mas o objetivo também não era esse.

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Vetorizei no Illustrator, com traços simples, e colori. Gosto muito da combinação “creme e marrom” para preenchimento e contorno, ao invés do tradicional “preto e branco”, acho que dá um ar meio vintage :)
Eu ia usar esse passarinho em outra estampa que cheguei a criar, mexer um pouco, mas não estava satisfeita, então deixei de lado. Recentemente resgatei o passarinho e aproveitei ele nessa estampa! (as flores eu também aproveitei recentemente, na estampa “Felicidade” que postei aqui no blog!)

O segundo passarinho eu fiz usando a minha mesa de luz. Procurei novamente referências na internet, imprimi e fiz um traçado por cima da foto com uma caneta nankin. Vetorizei com o live trace, do Illustrator CS6, e usei as mesmas cores do anterior.

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Agora, as flores! Lembram de um post que eu fiz aqui falando do site Pattern People, que comercializa uma série de recursos que eles chamam de Designer Tools? Eu comprei com eles há um tempo o “Spring Florals Photo Pack”, um pacote de fotos copyright free que você pode usar da forma que quiser nos seus trabalhos.

Escolhi as pastas “Camellias” e “Clusters” que vem dentro desse pacote, selecionei algumas fotos e levei pro Photoshop. Recortei as flores, trabalhei as cores (não existia laranja, por exemplo), apliquei o pacote de actions “Vintage Set” – action Vanilla Pudding (gratuito, clique no nome para baixar) e também o filtro “Poster Edges”, do próprio Photoshop, controlando os níveis pra obter o efeito que eu queria.

Próximo passo, “gotinhas” e “pois” (poá).
Esses dois elementos eu também não tinha feito especialmente para essa estampa. Um dia peguei umas folhas de papel e comecei a rabiscar, com um marcador preto (marca Copic) diversos elementos repetidos em várias folhas, de forma bem livre.

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Como eu queria um efeito “handmade”, peguei essas duas imagens, levei para o Photoshop, onde as deixei puramente em preto e branco, sem subtons de cinza (Image > Adjustments > Threshold), passei pro Illustrator e usei o bom e velho “Live Trace”, que é uma ótima opção pra vetorizações rápidas e sem muitos detalhes. (usar com moderação! rs.)

Agora, a montagem, que foi feita no Illustrator.
Dentro do mesmo arquivo, coloquei todos vetores e também as imagens que eram bitmap. Para estas, usei a opção “embed image” para que elas não precisassem ser “links” e ficassem dentro do próprio documento.

Montei mais ou menos o que eu queria em termos de composição (foto abaixo) com dois outros detalhes: a moldura e o céu atrás dos pássaros. A moldura eu tenho que confessar que eu fiz na mão, usando o trackpad do notebook (sem mouse ou tablet) e o azul é na verdade uma foto do céu, literalmente rs.

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Depois, selecionei os elementos e fui para o painel de padrões do Illustrator (Object > Pattern > Make), ajustei o posicionamento dos elementos, o rapport, etc. e depois, adicionei o fundo amarelo e os pois (poás).

Acho que é isso, gente! Não entrei muito no mérito do Illustrator porque a idéia era mostrar o processo criativo, não o técnico. Isso já é mais assunto pros vídeos do site Metapix ;)

Desculpem de novo se o post ficou grande, mas era muita coisa pra mostrar! Espero que vocês gostem!!

Beijos!