Cursos de estamparia com Daniela Brum e Wagner Campelo no Stampa Studio, Rio de Janeiro

Gente, hoje tenho uma super dica de curso para dar para vocês! O pessoal dos outros estados me desculpe, mas como eu sou do Rio de Janeiro, tenho muito mais acesso à informações de cursos e workshops daqui. E esse eu não posso deixar de compartilhar!

Garanto para vocês que, sempre que eu souber de cursos na área de estamparia em outros estados, vou divulgar aqui e no facebook, ok? Mas, bem, vamos ao post de hoje!

Recebo muitos emails e mensagens de leitores aqui do blog me perguntando onde estudar design de estampas, seja em cursos online ou presenciais, workshops, graduações, pós-graduações… Bom, sempre que eu fico sabendo de algo bacana eu compartilho com vocês e hoje não poderia ser diferente!

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Tutorial: Desenho cego!

Oi gente!

Antes de tudo, me desculpem pela ausência. Essas últimas duas semanas foram super corridas para mim, mas por um bom motivo: trabalho! Rs.

O post de hoje vai falar de uma técnica muito interessante! Vocês conhecem o Desenho cego?

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Eu aprendi essa técnica recentemente, na aula da queridíssima professora Dani Brum (www.danielabrum.com), durante uma aula da Pós-Graduação que eu curso em Design de Estampas, do SENAI-CETIQT. Gostaria de fazer uma pequena pausa para falar que as aulas dela foram o máximo! Criamos texturas, desenhos cegos, colagens, carimbos… ninguém lá queria que tivesse acabado! Rs. Aconselho muito que vocês deem uma olhada no portfólio dela e conheçam mais do seu trabalho, que é incrível!! :) Ah, e além de super talentosa, ela também é um amooor de pessoa!

Bom, mas vamos ao desenho cego! Como ele funciona?
É muito simples! Escolhemos uma imagem como referência e tentamos desenhá-la sem olhar para o papel, apenas fixando o nosso olhar nessa imagem. Não é cego porque temos que tampar os olhos, ok? Rs. A idéia é que a gente não veja o que está fazendo, mas que nos concentremos na imagem para não ficarmos totalmente sem referência!

Quanto à imagem, não aconselho que vocês escolham nada muito complexo, especialmente no início, pois vocês vão ver que quando o desenho não é muito contínuo, fica difícil tirar o lápis do papel e colocá-lo novamente onde queremos continuar o desenho. 

Abaixo, a imagem na qual me baseei para desenhar os caranguejos, uma estampa fofíssima da Rachel Novak, do blog Shore Society:

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Sim, é verdade que, às vezes, os resultados são bem ruins mas, em outras, surpreendentemente bons! O legal é que o traço sai bem diferente do que o que costumamos fazer, então é bom para dar uma variada! Abaixo um exemplo ruim e um bom que eu obtive:

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Deu pra perceber a questão do traço contínuo com as imagens acima? No resultado “ruim”, eu não consegui fechar o caranguejo nem posicionar direito as patinhas e os olhos dele! Rs. Temos que pensar como vamos desenhar ao invés de simplesmente começar a rabiscar. Vale planejar o desenho, usar o dedo como guia, mas não pode olhar, hein? Rs.

Depois que fiz vários testes (figura abaixo), selecionei três, levei para mesa de luz e redesenhei com caneta nanquim.

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Como pretendia (e vou!) usar esses desenhos para criar uma estampa, fiz alguns pequenos ajustes como, por exemplo, não deixar o traço do corpo “dentro” dos braços ou aproximar um pouco os pézinhos do corpo.

Pintei o desenho com marcadores Copic deixando as cores passarem dos limites do contorno e criando algumas sugestões de sombra e luz, mas nada muito “bem acabado”. Abaixo vocês podem ver o resultado final:

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E aí, o que acharam? Quem vai tentar? 

No começo é meio difícil mesmo, mas não desistam de cara! Eu prometo que é legal! Rs.

Espero que vocês tenham gostado! Ah, se produzirem algum desenho com essas dicas me mostrem, ok? Vou adorar ver!!

Beijinhos!